Institucional

Missão

Prestar atendimento com excelência nos serviços assistenciais à população regional, bem como estimular a promoção, prevenção e cuidados de saúde aos nossos beneficiários!

Visão

Ser referencia como Operadora de Saúde Filantrópica, em Gestão e Atenção ao Beneficiário.

Valores

Fachada
  • Excelência no atendimento: prática da excelência em atendimento e serviços;
  • Ética profissional: transparência e honestidade na atuação profissional;
  • Respeito ao cliente: dar  atenção e foco durante o atendimento ao cliente;
  • Consciência social: importância da atuação e sua repercussão social;
  • Gestão participativa: relacionamento participativo e integrado das equipes e liderança.

NOSSA HISTÓRIA

A Santa Casa esta há mais de um século na nossa história, atendendo pessoas de todas as classes sociais, salvando vidas e trazendo crianças ao mundo. Não existem dados concretos que mostrem o dia exato que surgiu a então “Sociedade Beneficente de Ribeirão Preto”. Entretanto, acredita-se que tenha sido por volta de 1896, quando um grupo de cidadãos teve a preocupação de zelar pela saúde alheia, tendo sido os primeiros atendimentos realizados, num simples casarão onde os pacientes recebiam acomodações.

Com o crescimento da cidade, o casarão tornou-se pequeno para a quantidade de enfermos e já nessa época, eram atendidas pessoas de várias cidades da região.

Sendo assim, a Prefeitura de Ribeirão Preto doou um amplo terreno para dar início aos planos de ampliação da Sociedade Beneficente. O projeto englobaria um local equipado, com capacidade para atender toda a população ribeirãopretana e região, e que contaria com diversos aparelhos da medicina moderna, preenchendo todos os requisitos que uma instituição hospitalar deveria possuir para salvar vidas.

A modesta construção não foi finalizada totalmente, e o que se conseguiu edificar, ficou longe do que haviam planejado, e apenas 5 anos depois o local já se encontrava precário.

Mas em 1902, os problemas começaram a ter soluções, com a chegada do Padre Euclides Gomes Carneiro, que veio para assumir a Provedoria da Sociedade Beneficente. Sem verbas, tratou de procurar auxílio com quem poderia ajudá-lo. Recebeu 30 contos – uma importância significativa naquele tempo – doados pelo dono da famosa fazenda Monte Alegre, o Rei do Café. Em seguida, trouxe para dirigir a Sociedade, as Irmãs Salesianas, que prestaram 39 anos de trabalho, até 1938. Padre Euclides foi o primeiro provedor da Sociedade Beneficente. Estava fundada uma das instituições hospitalares mais importantes da região norte do Estado e o primeiro hospital de Ribeirão Preto. Contudo, era apenas o início e havia muito o que fazer.

A denominação Santa Casa de Misericórdia tornou-se oficial apenas em 1910.

Padre Euclides dirigiu a Instituição durante 13 árduos anos, até 1915, Nesse ano, já haviam mais de 80 sócios colaboradores.

O Coronel Saturnino de Carvalho assumiu inteiramente a Presidência da Sociedade, que apesar do grande número de sócios que eram agremiados à Santa Casa, apenas um grupo exercia atividades beneméritas. Em 03 de outubro de 1915, foi aclamado para assumir a provedoria o Dr. João Leopoldo da Rocha Fragoso, que ocupava ainda a direção clínica. Em 23 de maio de 1916, Rocha Fragoso idealizava a transformação do prédio iniciado pelo Padre Euclides e cuja construção encontrava-se paralizada, a ser um futuro asilo de inválidos. O prédio construído seria o futuro Pavilhão Pereira Barreto.

Com a mudança do Dr. Rocha Fragoso para São Paulo, foi realizada em dezembro de 1916, uma eleição que elegeu como provedor, o Dr. Afonso de Moraes. Em junho de 1918, através de uma procuração, o mesmo transfere a provedoria da Santa Casa ao Dr. Antonio Carlos Tinoco Cabral. Moraes havia sido designado a assumir a Inspeção Sanitária do Estado de São Paulo.

O ano de 1918 foi importante para a evolução da Santa Casa.

Deu-se continuidade à obras de construção de dois Pavilhões: um onde iriam residir as Irmãs Salesianas, que foi inaugurado em 13 de junho de 1919 e o outro, o famoso Pavilhão Pereira Barreto, fundado em 15 de novembro de 1923. Nessa ocasião, em 1918, havia vinte médicos e quatro enfermeiras compondo o Corpo Clínico da Santa Casa. Em 1935, foi inaugurada a Escola de Enfermagem da Santa Casa idealizada pelo médico Waldemar Rosa dos Santos. Com o passar dos anos a Santa Casa foi assumindo sua importância, aumentando o número de atendimentos, funcionários e médicos.

Foi então que o Corpo Clínico sentiu a necessidade da criação de um órgão que o representasse diante de eventualidades que poderiam acontecer. Em 1936 foi criada a Associação Médica – órgão responsável pela representação política dos médicos da Santa Casa.

Com problemas de saúde, Dr. Tinoco Cabral deixou de exercer o cargo de provedor; em 03 de janeiro de 1938, assumiu em seu lugar o Senhor Daniel Kujawski. Nesse mesmo ano, as Irmãs Salesianas foram substituídas pelas Irmãs Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus. Dr. Tinoco Cabral, só se desligou oficialmente da provedoria em 10 de abril de 1939, através de uma carta de demissão.

Em 15 de maio de 1939, o Dr. José Carlos Senna assumiu a provedoria e veio realizando importantes obras durante sua gestão: além de melhorar os serviços de roentgenterapia – tratamento terapêutico pelo raio X – concluiu a construção do Pavilhão Tinoco Cabral e o Abrigo Ana Diederichsen, doado pelo benemérito Antonio Diederichsen. Nesta época o hospital era constituído de doze pavilhões com dez enfermeiras, vinte e quatro quartos e dois apartamentos. Durante o período em que sustentou o cargo de provedor, a administração de Senna foi considerada por muitos, uma das mais proveitosas da Santa Casa.

Após 12 anos de liderança na administração, Senna mudou-se para o Rio de Janeiro e foi substituído pelo Professor Antonio Rodrigues da Silva em 24 de janeiro de 1951, que naquele tempo era o sócio mais antigo da Santa Casa.

Nessa gestão as doações continuaram. De início, o coronel Francisco Maximiliano Junqueira, doou a primeira Farmácia, dona Claudina Maximiliano Vilela de Andrade, o primeiro raio X, o senhor Múcio Whitaker doou as primeiras máquinas de lavar e passar.

Em 1967, foi inaugurado, o Pavilhão Edgardo Cajado, uma das principais realizações da gestão Rodrigues da Silva, obra que transformou o hospital, tanto no ponto de vista arquitetônico, como no que diz respeito ao funcionamento da Instituição.

Com o correr do tempo, surgiram diversos avanços. Em 1952, foi construída a nova capela, novas instalações do serviço de Pediatria, remodelações na lavanderia, necrotério e no velório. A cozinha recebeu modernos fogões e geladeiras. Na mesma época, foi instalado um serviço de fabricação de soro que viria trazer uma grande economia para o hospital. Também foi instalado um avançado centro de neurocirurgia. Houve a criação do Serviço de Patologia e Citodiagnóstico e do Serviço de Prevenção ao Câncer Ginecológico. Foi criado um moderno Serviço de Laboratório de Análises Clínicas, U.T.I., Fisioterapia, Eletrocardiograma, Urologia, Gastroenterologia, Serviço de Atendimento de Urgência, Vestiário de Enfermagem, Almoxarifado e Costura. Foi ampliado o Serviço de Roentgenterapia com aquisição da Bomba de Cobalto, ampliação do Serviço de Oftalmologia, criação do Banco de Sangue, PABX. Em 1977, o hospital já oferecia 369 leitos.

A Santa Casa contava com 15 sócios beneméritos e um Corpo Clinico composto por mais de 90 médicos. O Professor Antonio Luiz Rodrigues da Silva administrou a provedoria da Santa Casa até 27 de setembro de 1986. Em seguida, o Senhor Ernesto Paulo Veiga, assumiu a provedoria de 1986 à outubro de 1987. Almir Laguna, de outubro de 1987 à janeiro de 1988.

Luiz Albanez Neto, em fevereiro de 1988, permanecendo no cargo até 19 de novembro de 1995, quando se afastou do cargo.

Em dezembro de 1989, as Irmãs do Sagrado Coração de Jesus deixam a Santa Casa. Dez freiras que prestavam serviços aos pacientes, desligaram-se do hospital atendendo determinação da Irmã Provincial Elvira, que solicitou a remoção das religiosas.

Mas a Santa Casa continuou sua trajetória e os avanços tanto nos equipamentos e qualificações médicas, e em 03 de setembro de 1993, recebeu no dia da Associação Paulista de Medicina (APM) o Selo de Qualidade. Nesta época haviam no hospital 321 leitos, 895 funcionários e 294 médicos.

Sendo um hospital de referência em Ribeirão Preto e região, a Santa Casa atendia casos de pacientes extremamente delicados.

A Santa Casa no decorrer do seu crescimento, investiu em equipamentos de Radiologia fazendo uma ampla reforma que começou em 1991 e não parou por ai.

Era necessário investir também em Recursos Humanos: em novos médicos.

Em 1994, a Santa Casa assinou convênio com as Universidades Federais do Ceará, Paraíba e Pelotas (RS) e ganhou status de hospital-escola.

No dia 20 de novembro de 1995 é eleito por indicação o economista Eduardo Lopes Louzada permanecendo até 2000.

Dr. Dácio Eduardo Leandro Campos, assumiu a provedoria no ano de 2001, permanecendo até Janeiro de 2010.

No dia 25 de janeiro de 2010 o Sr. Amauri Elias Calil assumiu a provedoria, estando no cargo até os dias atuais.

Entender a Santa Casa de Ribeirão Preto como uma entidade filantrópica comprometida com o atendimento social, é pouco para que o hospital execute os serviços médicos/hospitalares e garanta a saúde da população da cidade. A condição de beneficente da Santa Casa não a pode colocar no estágio de espera da atuação de terceiros. A parceria com a comunidade política é essencial para a realização de projetos sociais, mas a unilateralidade de propostas enrijece o desenvolvimento do hospital.

Com as metas administrativas claramente traçadas, foi possível ser feito investimentos em tecnologia e a resolução no diagnóstico e nos procedimentos atingiu números significativos, comparados aos dos hospitais dos grandes centros.

Com mais de 100 anos de história a Sociedade Beneficente e Hospitalar Santa Casa de Misericórdia de Ribeirão Preto, atravessa a linha do tradicionalismo e chega ao século XXI preparada para desafios da atualidade. Sua confiança na vitória diária vem da certeza de que todos os que hoje fazem parte da história do hospital estão convictos de que a muito por fazer e, principalmente, todos estão encorajados a fazer tudo o que tiver que ser feito a favor do crescimento e do aprimoramento da Santa Casa.

Com todos os avanços tecnológicos, a Santa Casa vem acompanhando esses avanços. O Centro de Marcapasso e Eletrofisiologia comandado pelo Dr. Antono Vitor, dispõe de modernos equipamentos, este é o primeiro centro de Ribeirão Preto e Região a fazer o atendimento a pacientes com arritmia e a colocação de marcapasso.

O Serviço de Pediatria da Santa Casa deixa de ser um setor para se tornar “Hospital da Criança” comando pelo Dr. Reginaldo Silva Ferreira Vianna.

Uns dos fatores que muito contribuiu para a ascensão da Santa Casa nos últimos anos, foi sem dúvida, o convênio efetuado com o Centro Universitário Barão de Mauá.

Idealizado pelos mantenedores Nicolau Dinamarco Spinelli e José Fávaro Júnior e pela mesa administrativa do hospital, o convênio já existente para a Biomedicina, Enfermagem e Fisioterapia foi estendido para a Medicina, propiciando de várias reformas, ampliação de serviços e construção do Ambulatório “Alexandre F. P. Fávaro” de referência secundária, com mil metros quadrados para atendimento SUS.

Os acadêmicos de Medicina utilizam-se de hospital e de seus Serviços desde o 4º ano do curso, aproveitando o relacionamento entre os membros do Corpo Clínico da Santa Casa e o Corpo Docente do Centro Universitário Barão de Mauá.

Com isso, a Santa Casa recuperou grande parte das suas instalações, investiu em equipamentos de última geração e voltou a atender em todas referências médicas.

Para completar o que já existia de bom, a Santa Casa no ano de 2004, solicitou o pedido de Credenciamento de Residência Médica em dez Serviços e obteve o parecer favorável, sendo eles: Anestesiologia, Cardiologia, Cirurgia Geral, Cirurgia Vascular, Medicina Intensiva, Neurocirurgia, Otorrinolaringologia, Obstetrícia e Ginecologia, Pneumologia e Urologia.

A Santa Casa vem crescendo cada vez mais, prestando serviços e atendimento à população de qualidade e excelência.

Já diziam que andorinhas sozinhas não fazem verão. Esta máxima é uma realidade na história da Santa Casa de Ribeirão Preto. Desde que a administração do hospital resolveu conquistar parceiros, os resultados têm mostrado que quanto mais andorinhas voando juntas, mais agradável é o verão.

Quanto mais a Santa Casa se associa a grupos que compartilham do mesmo interesse, mais benefícios são repassados à comunidade.

O melhor da história de uma parceria é que ao unir pessoas em torno do mesmo objetivo, ela encurta os caminhos e leva mais rapidamente a vitória. Por isso, é sempre oportuno agradecer aqueles que resolveram se somar à Santa Casa e deixarem de ser coadjuvantes para ocupar o papel principal.



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